domingo, 28 de fevereiro de 2010

CAPÍTULO 5 - Morte Lamentável





Hannced ficara espantado ao deparar-se com algo sobrenatural. Guimans quando olha pra frente, se assusta; - Ooou! – gritava ele enquanto parava com o cavalo que empinava fazendo o jovem mago cair de costas no chão novamente. – Pelos Deuses! O que é isto!? – disse ele com os olhos detidos num fantasma em sua frente enquanto estava sentado no chão. O espírito flutuante se aproximara de Guimans e, com uma cara nada agradável, ele pergunta:
- Mas que baderna é essa em minha floresta?
Hannced que vinha logo atrás, apeou do cavalo após aproximar-se da ocorrência. O espírito de barba longa até a cintura, parara de levitar e tocara em solo arenoso. Ortí já chegara ao local perguntando; - O que está havendo? – Nossa!
- Podem me chamar de Mensageiro das Almas. É assim que sou conhecido, pois meu nome é difícil de pronunciar... – respondera o mago cujo mesmo era iluminado por uma luz branca sobrenatural. A expressão em seus olhos, ainda não era das mais amigáveis. – E sou um dos magos guardiões da floresta Lenor-Ruduer... – continuava ele enquanto olhava para os três. – E vocês quem são?
- Eu sou Guimans! – disse o mesmo enquanto se levantava limpando-se daquele chão e também muito entusiasmado ao se deparar com algo tão extraordinário.
- E eu sou Ortí. – disse o glutão ficando de pé em sua carroça e fazendo uma reverencia após ter dado uma mordida numa saborosa e deliciosa pêra.
- Eu sou Hannced, filho de Harunem. – disse o mago de capuz na cabeça enquanto se afastava de seu tordilho e se aproximava em mesura.
- Já imaginava quem tu eras, pois és muito parecido com teu pai. – diz o fantasma diante de Hannced.
- Conhecera meu pai? – perguntara Hannced.
- Sim. Conheci sim, há muito tempo atrás quando ele passara por aqui, indo fazer um teste para ministro em busca de algum amuleto. Ouvi falar que ele se tornara um bom ministro depois disto. O estranho... É que ele saiu daqui jovem, e, voltara mais velho... Como Vesseu e Herutam também no teste feito há muitos anos depois de Harunem, e também encontrando outros amuletos. – disse o espírito da floresta evocando. – Vesseu e seu irmão Herutam, também se tornaram ótimos ministros depois de Harunem. – continuava ele enquanto se sentava numa pedra ali próxima. – E para que servem os amuletos encontrados por eles? – continuava o Mensageiro das Almas sem entender nada.
Hannced coloca o capuz para trás das costas; - Os amuletos encontrados foram dados como testes para se tornarem ministros de Athór. – disse ele.
- Hoje em dia é assim que se tornam ministros. A cinco mil anos atrás não precisei encontrar nenhum amuleto para me tornar ministro. – disse o fantasma da floresta. Guimans estacara por um tempo, pois não sabia que os espíritos dos antigos magos da floresta Lenor-Ruduer, um dia foram todos ministros de Athór.
- Também temos que encontrá-los para não caírem em mãos erradas, pois sua mágica é descomunal. – disse Ortí após ter dado mais uma abocanhada na pêra em sua mão e também dizendo para o espírito da floresta, que, o que eles estão fazendo não é somente um simples teste.
- Então os amuletos são sobrenaturais. – disse o Mensageiro das Almas. – não era uma pergunta. Mas Guimans concluiu dizendo:
- Não sabemos muito a respeito. Só sabemos que temos que encontrá-los logo.
- Pois então muito boa sorte na busca e... Não faça muito barulho, os espíritos não gostam muito. – disse o fantasma da floresta. – E tomem cuidado com os crocodilos.
- Tudo bem. – balbuciaram baixinho, os três magos enquanto anuíram com a cabeça. Mensageiro das Almas soltava um sorriso de canto de boca enquanto desaparecia perante os três novatos magos de Lenólia.
- Crocodilos? – disse Guimans murmurando com sigo, ainda queria entender do porque o espírito tinha dito aquilo.



- Será que eles vão conseguir mais rápido que agente? – disse Vesseu montado em seu cavalo enquanto soltava um pouco de fumaça no ar após ter dado uma tragada no seu decrépito e inseparável cachimbo.
- Não, sei não... – Pra nós houve uma dificuldade. – respondera Herutam montado em seu cavalo negro. – Cada um de nós teve que fazer o teste sozinho encontrando um amuleto. Eles estão em três para encontrarem dois.
Vesseu e Herutam estavam a caminho do reino Lenoér para falarem com Harunem. Continuavam lentamente montados em seus tordilhos enquanto tragavam seus cachimbos e conversavam em meio à fumarada que saiam de suas bocas em formatos de Dragões. Olhavam ao redor e viam crianças brincando alegremente. Pararam ao lado dum vasilhame próximo aos degraus do imenso portão que dava acesso ao reino Lenoér. Ao apearem dos tordilhos. Os magos subiram os primeiros degraus do reino deixando lá fora os cavalos que se deliciavam bebendo das águas nos tonéis. Enquanto passavam para dentro do largo corredor em pilastras, eles se depararam com uma cena muito chocante. O legendário mago de Athór estava jogado no trono de um jeito que não parecia estar confortável. Vesseu e Herutam ficaram detidos por um tempo. Não acreditavam no que viam. Vesseu começara a caminhar rápido em direção à Harunem. O mago segurara em suas vestes levantando-as para poder correr e chegar mais rápido e acudir aquele que um dia foi seu mestre. Herutam saiu do transe e convergira-se em direção ao seu pai logo atrás de Vesseu. Vesseu ao subir os degraus do púlpito...
– Meu mestre o que acontecera com o senhor? – disse ele ao ver o legendário mago abrindo lentamente os olhos em agonias.
- Senhor... Vesseu... – balbuciara Harunem bem baixinho e rouco, quase que não conseguindo terminar a pronuncia em sua frase. – Já está... na hora... de tomar... o seu... posto... não acha... meu ministro... – disse o mofino Harunem não tendo forças e nem ar para falar direito.
- Meu mestre, por favor, não se esforce tanto. – diz Vesseu.
- Pai! – clamara Herutam ao se aproximar. – Você está bem?
- Meu... filho... Herutam... huro huro! – disse Harunem tossindo.
- Já disse para não se esforçar meu mestre.
- Tem gente... querendo os... amuletos de... Athór...
- Quem! Quem está querendo os amuletos meu pai?
- Herutam, não faça tantas perguntas. Precisamos levá-lo daqui imediatamente para fazer-mos alguma coisa! – disse Vesseu.
- Não; - Quero saber quem veio atrás dos amuletos e quem fez isso com meu pai. – diz Herutam começando a ficar nervoso.
- Fique calmo, primeiro precisamos salva-lo. – Vesseu colocou as mãos nos ombros de Herutam.
- Meus... ministros... – Tomem... conta... dos amuletos... como se fossem... suas... próprias vidas... – disse Harunem pegando no braço de Vesseu e trazendo-o para perto de si mesmo.
- O que foi meu mestre? – disse Vesseu. – Porque está dizendo isto?
O legendário mago de Athór colocara a mão dentro da larga manga de um dos braços de Vesseu. Ao retirar a mão, junto com esta veio um pequeno saco amarrado na ponta. Vesseu e Herutam se surpreenderam.
– Meu pai! O que é isto? – perguntara Herutam.
- Peguem... – São os amuletos... que... o maldito... não conseguira... pegar.
- Quem não conseguira pegar meu mestre? Quem!? – perguntara Vesseu. Percebera que Harunem não resistiria muito.
Harunem fechava os olhos enquanto baixava a cabeça. Sua mão que segurava o pequeno saco com os amuletos, em decadência toca o colo. Um embaraço na garganta com pigarro. O ar não chegava mais aos pulmões. Nem mais um ultimo suspiro, nada mais que a escuridão. A dor que sentia na cabeça por um tempo, agora tomava o corpo por inteiro, que, também gelava ao arrefecer. Sentia-se torturado. Tudo escuro. Tontura. Mais escuro. Sofrimento... Ao fim.
Vesseu e Herutam lamuriavam enquanto permaneciam em devoção.
– Nãaaao... (Um grito ecoava por entre os corredores do reino Lenoér). Era Herutam refutando enquanto urrava pela morte de seu insalubre pai. Vesseu baixara a cabeça e começara seu rito. Herutam se levantara e correra até a entrada do reino. – Hei. Pequeninos! – disse ele para os pequenos aprendizes de magos que estavam brincando no jardim em frente. – Chamem o velho Rirou! Falem que é urgente! – Herutam voltara correndo para perto de Vesseu. Após ter voltado, o mago segurara num dos braços de Vesseu fazendo-o levantar. – Pegue os amuletos e vamos. – disse. Precisamos avisar meu irmão e os outros sobre o ocorrido. Precisamos ajudá-los a encontrar os amuletos, pois a jornada não será fácil. – continuava Herutam levando Vesseu para fora.
- Mas...
- Não se preocupe. O velho Rirou saberá o que fazer.
Os magos saíram do reino, montaram em seus tordilhos e foram arfantes em direção da floresta Lenor-Ruduer.
Rirou chegara ao reino muito rápido, pois o mesmo morava ali perto. Ao adentrar no reino Lenoér, ele fica assustado em deparar-se com tal situação.
Os magos Herutam e Vesseu cavalgavam cada vez mais rápidos. Tinham que avisar logo aos outros. Tinham que dizer o quanto correm perigo e que tinha gente também à procura dos amuletos de Athór. Lamentavam muito a morte de Harunem, mas, não podiam fazer nada a respeito. Sabiam que o legendário mago, iria ter um tumulo digno de rei numa luxuosa caverna trancada por uma imensa pedra, e que o ministro ficaria nas lembranças de todos. Após o corpo sumir da caverna, os outros magos abrem o lugar para abençoar o espírito que se libertara.

7 comentários:

  1. Tava escondendo o jogo neh Loreto, com uma história da hora guardada a sete chaves, até parece que estava com medo.

    Parabéns e muito sucesso

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  2. O négocio ta começando a pegar hein!!!

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  3. Cada vez mais empolgante mulecão.
    Tá de parabéns brother!
    Onde tu consegue tanta imaginação cara?

    Abraços amigão.
    Tá D+!

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  4. Muito triste Fê, já estava gostando do velho.
    Achava que ele era uma peça importante na historia... fiquei com dó -, tadinho.

    Parabéns Fê!
    Estou cada vez mais surpresa.
    Bjokas!

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  5. Cramba...
    Não dou muito as caras por aqui, mas o blog tá d+ mesmo.
    parabéns ai... fico na espera do sexto.
    sucesso ai... abraço!

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  6. Muito triste mesmo(2).
    Espero que o proximo post não tenha um final tão triste quanto esse.
    Parabéns.
    Bjus!

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  7. Obrigado leitores.
    Suas opiniões são muito importantes pra mim.
    Abraços!

    Kimura.

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